Redação
Imagens impressionantes gravadas por moradores na zona rural de Nova Olímpia, a 207 km de Cuiabá, capturaram redemoinhos formados pelas chamas, na última quarta-feira (11). A combinação de vento forte e clima seco fez com que o incêndio se alastrasse rapidamente, afetando áreas de preservação, pastagens e canaviais no bioma Amazônia.
Segundo a Defesa Civil, o incêndio teve início próximo a uma área de chácara e já destruiu cerca de 11 mil hectares. O fogo, que já se estende por 10 km de ponta a ponta, alcançou o município de Barra do Bugres. Brigadistas e moradores locais estão mobilizados em uma força-tarefa para combater as chamas.
“O fogo agora já está com 10 km de extensão de ponta a ponta e já está no município de Barra do Bugres”, explicou o coordenador da Defesa Civil, Valdeci dos Anjos.
As chamas se espalharam pela vegetação ao longo de uma estrada de terra que conecta o distrito de Nova Fernandópolis a Barra do Bugres, numa distância de 38 km. Francisco Rodrigues, administrador de uma das fazendas afetadas, relatou prejuízos significativos, incluindo a destruição de galpões, veículos e outras construções.
Mato Grosso lidera as queimadas no Brasil em 2024, com mais de 13,6 mil focos de incêndio apenas em agosto, segundo dados do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número já supera o total registrado de janeiro a julho deste ano.
Durante uma audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira (10), o ministro Flávio Dino classificou os incêndios na Amazônia e no Pantanal como uma “autêntica pandemia de incêndios florestais”. Ele deu cinco dias para que medidas sejam tomadas para ampliar o efetivo de combate a incêndios nessas regiões.
O objetivo da audiência foi avaliar o cumprimento de uma decisão da Corte que determinou a apresentação de planos de prevenção e combate a incêndios. Entre as medidas aprovadas está a ampliação do número de aeronaves e do efetivo para conter o avanço das chamas.
O estado de alerta continua na região, enquanto as autoridades tentam controlar o fogo e minimizar os danos ao meio ambiente e às propriedades afetadas.
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